Bem-vindos ao
Quitutes e Batuques!

Quitutes & Batuques é um festival de intercâmbio criativo que seleciona artistas e profissionais internacionais para realizar oficinas e performances em comunidades brasileiras. Em sua 7ª edição, o tema é Imigrantes.

O que é o projeto

Quitutes e Batuques é um festival itinerante de intercâmbio cultural que reúne artistas convidados, artistas locais e moradores em processos de formação, criação e apresentação pública. Durante uma semana, são realizadas oficinas de música, artes cênicas, artes visuais, audiovisual e culinária. Os trabalhos desenvolvidos chegam ao público em um festival comunitário com apresentações, exposição, exibição de vídeos e atividade gastronômica.

Os artistas convidados e locais preparam juntos as oficinas e apresentações. Esse trabalho começa antes da chegada às cidades, por meio de reuniões, troca de referências e elaboração dos planos de atividade. Durante os encontros presenciais, os participantes das oficinas também passam a integrar as decisões e as criações.

Origem e concepção

O Quitutes e Batuques nasceu da trajetória de Coraly Pedroso com artistas, educadores e personalidades brasileiras ligados à música, à formação cultural, à diversidade e ao desenvolvimento social. Essa experiência mostrou que o encontro entre pessoas com repertórios distintos pode gerar obras, métodos de trabalho e relações que permanecem depois de um evento.

Em 2008, durante conversas com instituições culturais europeias interessadas nas experiências brasileiras de convivência entre culturas, Coraly encontrou Duda Moleque Ferreira, músico brasileiro que desenvolvia na França trabalhos de arte-educação e inclusão. Duda reunia a experiência do grupo Moleque de Rua, formado em São Paulo, com práticas desenvolvidas junto a comunidades e instituições francesas.

O encontro trouxe uma questão para o centro do projeto: artistas brasileiros que atuavam no exterior poderiam compartilhar o que aprenderam e, ao mesmo tempo, conhecer práticas produzidas pelas comunidades anfitriãs. Artistas estrangeiros e brasileiros poderiam trabalhar com músicos, cozinheiros, educadores, realizadores e moradores das cidades, tendo uma criação comum como ponto de encontro.

O projeto foi desenhado em 2008 e realizou sua primeira edição em 2009, durante o Ano da França no Brasil. Artistas brasileiros e franceses participaram de oficinas, encontros e apresentações em diferentes comunidades. Os convidados chegaram para compartilhar técnicas e processos, enquanto os artistas e moradores apresentaram suas referências, experiências e modos de fazer. Essa troca formou a base mantida nas edições seguintes.

Cidadania Cultural

A Cidadania Cultural compreende o direito das pessoas de criar, apresentar e desenvolver suas próprias iniciativas culturais. No Quitutes e Batuques, a comunidade participa das oficinas, dos processos de criação e dos festivais comunitários. Os conhecimentos compartilhados podem ser utilizados em trabalhos, apresentações, produtos, serviços e projetos desenvolvidos pelos próprios participantes.

Essa dimensão se relaciona com o empreendedorismo cultural porque oferece contato com técnicas de criação, preparação, produção e apresentação. Uma oficina de audiovisual pode ensinar uma pessoa a registrar atividades de sua comunidade. Uma oficina de culinária pode transformar uma receita e um conhecimento familiar em produto ou serviço. Música, artes cênicas e artes visuais podem abrir caminhos para aulas, apresentações, encomendas e participação em outros projetos.

A formação também amplia as possibilidades de empregabilidade. Os participantes conhecem funções exercidas por artistas, técnicos, produtores, comunicadores e profissionais responsáveis pela realização de atividades culturais. O contato com os convidados e com os artistas locais permite compreender percursos profissionais, formas de organização e possibilidades de continuidade.

A Cidadania Cultural aparece quando uma pessoa reconhece que seus conhecimentos podem dar origem a uma iniciativa e encontra métodos para desenvolvê-la.

Diversidade Cultural

A Diversidade Cultural parte do reconhecimento de que cada território reúne pessoas com origens, identidades, idades, experiências e formas de conhecimento distintas. O projeto coloca essas referências em contato durante a criação de uma música, cena, imagem, vídeo ou preparação culinária.

A presença de diferentes pontos de vista amplia a forma como um grupo observa um tema e encontra soluções. Uma mesma questão pode ser tratada por uma memória familiar, um ritmo, uma técnica visual, uma narrativa audiovisual ou um modo de preparar alimentos. Essa variedade aumenta o repertório disponível e permite que os participantes aprendam a trabalhar com abordagens diferentes das suas.

A diversidade também se relaciona com o desenvolvimento humano sustentável porque aproveita conhecimentos e talentos existentes na comunidade. Quando pessoas com trajetórias distintas participam de um processo, o território passa a reconhecer capacidades que poderiam permanecer separadas ou pouco conhecidas. Artistas iniciantes trabalham com profissionais experientes; conhecimentos familiares encontram técnicas de produção; referências locais entram em contato com experiências de outros países e regiões.

O desenvolvimento resultante desse encontro preserva identidades, amplia possibilidades de criação e oferece espaço para que diferentes pessoas contribuam com aquilo que conhecem.

Cultura da Paz

A Cultura da Paz utiliza o diálogo como método de convivência e criação. Nas oficinas, artistas e participantes precisam ouvir propostas, dividir responsabilidades, rever escolhas e encontrar soluções comuns. A diferença passa a integrar o trabalho do grupo.

A paz, nesse contexto, está relacionada à capacidade de trabalhar em conjunto com respeito às identidades, às crenças e às experiências de cada pessoa. A criação artística oferece um campo em que as diferenças podem ser expressas, conhecidas e transformadas em uma obra compartilhada.

Música, teatro, dança, artes visuais, audiovisual e culinária criam situações de proximidade. As pessoas ensaiam, cozinham, registram imagens, constroem cenas e apresentam seus trabalhos juntas. Esse convívio favorece o hábito da escuta e do entendimento.

As apresentações públicas também levam ao público obras produzidas por pessoas com origens distintas. A arte e a cultura tornam-se meios para gerar respeito, convivência e tolerância.

Resultados esperados

O primeiro resultado esperado é a aproximação entre artistas locais e visitantes. O período de preparação, as oficinas e as apresentações oferecem tempo para que esses profissionais conheçam seus métodos de trabalho, repertórios e interesses.

Essa aproximação pode gerar desdobramentos a médio prazo, como convites, circulação de artistas, novas oficinas, gravações, apresentações e projetos desenvolvidos em parceria. Em edições anteriores, encontros realizados pelo Quitutes e Batuques deram origem a intercâmbios, apresentações internacionais e trabalhos criados depois do festival.

O projeto também busca produzir encantamento diante das expressões culturais encontradas nas cidades. Quando moradores veem artistas de sua comunidade trabalhando com convidados e apresentando seus conhecimentos ao público, essas referências ganham reconhecimento. Esse processo pode despertar o interesse por histórias, músicas, receitas, técnicas e formas de expressão existentes no próprio território.

A comunidade participa da produção e da fruição das atividades. Moradores frequentam as oficinas, contribuem para as criações, acompanham os ensaios e apresentam os resultados. Outros integrantes participam como público, fornecedores, profissionais de apoio e representantes das organizações locais.

Tema da edição: Imigrantes

A edição Quitutes e Batuques – Imigrantes será realizada em Cunha e Atibaia, entre 31 de agosto e 13 de setembro de 2026. Artistas imigrantes, artistas locais e moradores participarão das oficinas, dos encontros criativos e dos festivais comunitários.

O Quitutes e Batuques nasceu da experiência de artistas brasileiros que viviam e trabalhavam como imigrantes na França. Entre eles estava Duda Ferreira, líder do grupo Moleque de Rua, que desenvolveu práticas de formação artística com pessoas de diferentes origens culturais. Esses artistas demonstraram que a diversidade de idiomas, costumes, referências e trajetórias poderia fornecer matéria para processos de criação compartilhados.

Essa experiência deu origem ao formato do festival. Os convidados chegam a uma cidade, encontram artistas e moradores, compartilham seus conhecimentos e conhecem as práticas culturais do território. Durante esse período, todos trabalham em torno de uma oficina, uma obra ou uma apresentação. Cada participante contribui com sua experiência para que o grupo possa criar, produzir e fruir cultura.

Por essa razão, os imigrantes simbolizam o próprio Quitutes e Batuques. São pessoas que se deslocam entre territórios e passam a construir sua vida em contato com outras culturas. Levam consigo idiomas, músicas, receitas, técnicas, crenças, memórias e formas de interpretar o mundo. Ao chegar a uma comunidade, esses conhecimentos encontram hábitos e repertórios locais. Desse contato surgem novas expressões culturais, relações profissionais e maneiras de compreender o pertencimento.

O tema Imigrantes permite observar esse processo por meio das histórias dos participantes. Os artistas convidados poderão apresentar aquilo que trouxeram de seus países, as mudanças ocorridas durante seus deslocamentos e os trabalhos que desenvolveram no Brasil. Os artistas de Cunha e Atibaia apresentarão suas referências e participarão da criação das oficinas e dos festivais comunitários. O público acompanhará como pessoas formadas por culturas distintas tomam decisões, enfrentam diferenças e constroem um trabalho comum.

A escolha do tema adquire importância em um período marcado pelo crescimento de movimentos políticos e discursos hostis aos imigrantes em diferentes países. Essas narrativas associam a imigração a ameaças econômicas, sociais ou culturais e deixam em segundo plano a contribuição dos imigrantes para as sociedades em que vivem. O festival volta o olhar para as pessoas, suas histórias e aquilo que produzem.

O que nos inspira e alicerça nosso projeto

Diversidade:

Uma celebração da diversidade humana por meio da cultura. No Brasil, a cultura colabora para reparar estruturas de exclusão e intolerância da nossa sociedade. Por isso, é importante reforçar a diversidade como valor cultural.

Democratização:

Acesso gratuito tanto à cultura quanto aos meios de promoção e expressão cultural. Então o projeto além de apresentações, permite também que as comunidades recebam conhecimentos para colaborar com a produção de ações próprias.

Intercâmbio Criativo:

O projeto visa a troca de conhecimentos e um diálogo intercultural. É ao entender o outro que nos reconhecemos e estabelecemos laços mais fortes.

Cidadania Cultural:

Todas as pessoas têm direito ao acesso à cultura, conforme está no art. 27 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU).

Cultura da Paz:

O intercâmbio de conhecimento visa relações de reconhecimento e respeito pelas diversas culturas do mundo, apostando no diálogo e na negociação como forma de resolver conflitos.

Convidados

Retrato de Gabriel Ángel Jiménez López

Gabriel Ángel Jiménez López

Artes Plásticas e Música · Colômbia

Gabriel Ángel Jiménez López nasceu em Cali, Colômbia, em 1980. É sociólogo, músico e artista visual, com formação em Sociologia e Antropologia. Desenvolveu pesquisas sobre migração e práticas religiosas, publicadas em artigos, coletâneas e no livro Sangre y Oración, ensaio etnográfico sobre abate religioso halal. Atualmente vive em Cunha, no interior de São Paulo, onde aproxima música, artes visuais, pesquisa e reflexão social. Como saxofonista, atua principalmente no jazz, com interesse por experimentação sonora, improvisação e escuta coletiva. Também realiza trabalhos em artes plásticas com enfoque crítico e político, abordando a necropolítica e formas contemporâneas de violência e poder. Sua produção promove encontros entre expressão estética, análise social e processos educativos. No Quitutes e Batuques, participa de oficinas de música e artes, compartilhando uma trajetória marcada pelo diálogo entre investigação acadêmica, criação artística e experiência migratória.

@gabriel_lopez.art Instagram

Retrato de Gerwin Johannes de Koning

Gerwin Johannes de Koning

Gastronomia · Holanda

Gerwin Johannes de Koning nasceu na Holanda e formou-se em Zootecnia. Chegou ao Brasil em 1997 e trabalhou durante quatro anos em Campinas como geneticista de animais. Em 2001, mudou-se para Cunha, onde abriu o restaurante DRÃO, inspirado nos eetcafés holandeses e na canção “Drão”, de Gilberto Gil. Em 2005, passou a conduzir o empreendimento com Fernando, em um espaço próximo à Casa do Artesão. Parte das frutas e verduras utilizadas no restaurante é cultivada no sítio mantido pelos proprietários, aproximando a cozinha do território e dos ciclos locais de produção. Gerwin também atua como artista plástico, criando lustres, objetos, telas e peças com madeira e materiais reaproveitados. Essa convivência entre gastronomia e criação visual define a identidade do DRÃO, que funciona como restaurante, ateliê, espaço de exposição e bistrô. No Quitutes e Batuques, participa das oficinas de gastronomia realizadas em Cunha.

@drao_rest_atelie_oficial Instagram

Retrato de Modou Kara

Modou Kara

Audiovisual · Senegal

Modou Kara é artista multidisciplinar senegalês e vive no Brasil desde 2013. Atua como designer de moda, percussionista, cineasta e produtor cultural, reunindo diferentes linguagens em trabalhos dedicados às culturas africanas e afro-brasileiras. Criou a marca SeneArt, por meio da qual desenvolve oficinas, desfiles, acessórios, instrumentos, documentários e projetos que relacionam tradições ancestrais e práticas contemporâneas. Na música, participa de orquestras e coletivos de ritmos senegaleses e colabora com artistas africanos e grupos afro-brasileiros. No audiovisual, é ator, roteirista e codiretor do longa-metragem Malick, além de realizar documentários sobre identidade, migração e diáspora. Sua atuação inclui palestras e oficinas em universidades e instituições culturais. No Quitutes e Batuques, responde por atividades de vídeo e registro audiovisual, levando ao projeto uma experiência que relaciona narrativa, memória, educação e intercâmbio cultural.

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Retrato de Valdo Guirrugo

Valdo Guirrugo

Artes Cênicas e Dança · Moçambique

Valdo Guirrugo é coreógrafo, bailarino e professor, nascido em Maputo, Moçambique. Começou a dançar em 2006, ainda jovem, em uma organização voltada a crianças no bairro da Polana Caniço. Em 2008, criou a associação de dança Gwaza Muthine, atuando como responsável, bailarino e coreógrafo em uma escola comunitária de Maxaquene D. Quatro anos depois, fundou a Associação Cultural LWANDLE no mesmo território, ampliando sua atuação na formação e na produção cultural. Em 2018 e 2019, representou Moçambique em intercâmbio com o Brasil, realizando atividades em Taubaté, Ubatuba, Pindamonhangaba, São José dos Campos e Tremembé. Retornou ao país com a família em 2022 e estabeleceu-se no estado de São Paulo. Desde então, divide com sua esposa, Rosa Mpfumo, a coordenação artística da companhia de dança da Rota da Liberdade. No Quitutes e Batuques, participa das oficinas de artes cênicas realizadas em Cunha.

@valdoflavioguirrugo Instagram

Retrato de Otávio Miyashiro Salles de Oliveira

Otávio Miyashiro Salles de Oliveira

Música · Cunha, SP, Brasil

Otávio Miyashiro Salles de Oliveira é músico e maestro com atuação em Cunha, no interior de São Paulo. Seu trabalho reúne referências do batuque, do blues e da bossa nova, além de apresentações dedicadas à música popular brasileira e ao samba. Integra a programação cultural do município em festivais, eventos públicos e espaços culturais. É regente do coral AVozes 60+, iniciativa voltada à participação artística e à valorização de pessoas idosas, e também responde pelo coral Cor do Sol. No audiovisual, realizou o projeto Batuque no Parque: Conexão Percussiva em Cunha, websérie selecionada em edital da Lei Paulo Gustavo do município. A proposta registra experiências musicais e repertórios percussivos relacionados ao território. No Quitutes e Batuques, participa das oficinas de música ao lado de Gabriel Ángel Jiménez López, trabalhando prática coletiva, ritmo, escuta e criação com estudantes da Escola Estadual Dr. Casemiro da Rocha.

@otaviomiyashiro Instagram

Retrato de Mestre Lazarini

Mestre Lazarini

Capoeira, Artes Cênicas e Cultura Popular · Cunha - SP

Mestre Lazarini atua nas áreas da capoeira e da cultura popular e é diretor do Centro Cultural N'Golo Brasil. O espaço mantém atividades relacionadas à capoeira, percussão, música, danças afro-brasileiras e defesa pessoal, reunindo práticas corporais, formação cultural e convivência comunitária. A programação pública do Centro inclui aulas e encontros continuados de capoeira, música e dança. Na condição de mestre, Lazarini trabalha com uma manifestação que integra movimento, musicalidade, canto, oralidade e transmissão de saberes afro-brasileiros. No Quitutes e Batuques, participa das oficinas de artes cênicas realizadas em Cunha, ao lado do coreógrafo moçambicano Valdo Guirrugo. A atividade aproxima a dança e a capoeira e cria um espaço de troca entre experiências culturais brasileiras e moçambicanas. Também estão associados ao seu trabalho o perfil pessoal @lazariinijose_ e o perfil institucional @ccngolobrasil.

@lazariinijose_ Instagram

Retrato de Sérgio Nascimento Cordeiro Netto, Sé Cordeiro

Sérgio Nascimento Cordeiro Netto, Sé Cordeiro

Artes Plásticas e Arte-Educação · Cunha, SP, Brasil

Sé Cordeiro é artista visual, arte-educador, produtor cultural e brincante. Formou-se em Design Gráfico pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, em 2010. No ano seguinte, mudou-se para Nova Delhi, na Índia, onde viveu por quase dois anos e iniciou sua trajetória como artista de rua e muralista. Desde então, expôs trabalhos, realizou murais e participou de festivais na América Latina, Europa e Ásia. Reside em Cunha desde 2018 e incorpora à sua produção referências da cultura local, da vida no campo e das práticas coletivas e populares. O desenho é o ponto de partida de um trabalho que relaciona criação artística, educação, compromisso social e diálogo intercultural. Em 2022, fundou a Cuás, Ateliê Escola Livre de Arte e Cultura, onde oferece aulas, oficinas, capacitações e residências para crianças, jovens e adultos. Entre seus projetos está a performance coletiva Arraial Surreal. Desde 2024, a Cuás é reconhecida pelo Ministério da Cultura como Ponto de Cultura.

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Retrato de Cláudia Mello

Cláudia Mello

Audiovisual e Comunicação Comunitária · Taubaté - SP

Cláudia Mello é jornalista, cinegrafista, roteirista, documentarista e produtora audiovisual. Atua na OSCIP Rede Cidade de Comunicação e Cidadania, TV Cidade Taubaté, onde é gestora de projetos especiais e ministra oficinas de produção audiovisual para adolescentes. Possui registro na ANCINE nº 25.791 e formação em cursos técnicos de extensão para cinema realizados no Centro Técnico Audiovisual, no Rio de Janeiro. Foi membro fundadora do Conselho Municipal de Cultura de Taubaté, ocupando a cadeira de audiovisual entre 2018 e 2019, e atuou como ouvidora e conselheira da TV Câmara de Taubaté entre 2021 e 2022. Sua produção concentra-se em manifestações e intercâmbios culturais, registros de memória e oralidade e conteúdos destinados à televisão comunitária. No Quitutes e Batuques, participa com Modou Kara da oficina de audiovisual realizada em Cunha, aproximando formação técnica, comunicação cidadã e documentação cultural.

@claudiaperronimello Instagram

Retrato de Luiz Queijista

Luiz Queijista

Gastronomia · Lorena, SP, Brasil

Luiz Paulo Pereira dos Santos Quinta é queijista, afinador de queijos, curador, consultor, palestrante e jurado técnico. Formado pela Escola Brasileira de Queijistas, atua nacionalmente com queijos artesanais brasileiros, realizando consultorias, workshops, degustações guiadas, harmonizações, treinamentos de equipes, análise sensorial, curadoria e afinação de queijos. Participou como jurado técnico em concursos como Itamonte, Itanhandu, Concurso Estadual de Queijos de Minas Gerais, Prêmio Queijo Brasil, Concurso da Região Sudeste em Cunha, Mundial do Queijo e ExpoQueijo Mundial, em Araxá. Foi selecionado entre os sete melhores queijistas do Brasil, consolidando uma trajetória dedicada à valorização dos queijos artesanais e à formação no setor queijeiro. No Quitutes e Batuques, participa da área de gastronomia, contribuindo com conhecimentos sobre produção, curadoria, degustação e cultura dos queijos brasileiros.

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Retrato de Vanderly Regina de Paula Loureiro

Vanderly Regina de Paula Loureiro

Artes Plásticas e Moda, Oficina de Bordafro · Atibaia, SP, Brasil

Vanderly Regina de Paula Loureiro é estilista, docente e fundadora da À La Van Moda Sustentável. Graduou-se em Moda pela Faculdade Santa Marcelina, cursou pós-graduação em Artes Visuais pelo Senac RJ, MBA em Empreendedorismo Social no Instituto Legado e especialização em ESG pelo Ibmec. Lecionou na Anhanguera, no Senac, no Senai e no Colégio Faat e trabalhou para marcas como Claudia Arbex, Patricia Vieira e Paula Ferber. Apresentou criações no OSFW, Fashion Revolution, Casa de Criadores e em Paris. Teve peças expostas em Vila Nova de Gaia e Milão e trabalhos publicados nas revistas Marika USA e Vogue Itália. Em Atibaia, trabalhou no CRAS, na Casa de Passagem e no Centro Dia da Pessoa com Deficiência. Participou dos projetos Mãos do Quilombo, em Piracaia, e Panapaná SP, conduzindo oficinas de artesanato sustentável e capacitação para mulheres vulneráveis e minorias. No Quitutes e Batuques, realizará a Oficina de Bordafro, unindo design e bordado.

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Retrato de Japhette Lant

Japhette Lant

Artes Plásticas, Moda e Figurino · Benim

Japhette Lant é artista transdisciplinar e produtora cultural beninense, residente no Brasil desde 2012. Formou-se em Design pela Unesp, em 2017, e desenvolve pesquisas em artes visuais, moda, figurino, cenografia e produção cultural. Define seu olhar como africêntrico, construído a partir de referências africanas e de sua experiência na diáspora contemporânea. Sua criação investiga estéticas, técnicas de estamparia e saberes ancestrais que perdem espaço diante da globalização, relacionando esse repertório a perspectivas afrofuturistas produzidas no presente. Atua como educadora, consultora, curadora, diretora criativa e produtora em projetos dedicados às africanidades. Entre seus trabalhos estão figurinos, coleções, desfiles, performances, expografias, oficinas e projetos como Cidade dos Bantus, Ablodé Gbadja e Tecnologias Trans. Também participa de palestras, cursos, exposições e mostras no Brasil e no exterior, compartilhando conhecimentos sobre culturas africanas e suas diásporas.

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Retrato de Beatriz Evangelista Neves da Silva

Beatriz Evangelista Neves da Silva

Audiovisual · Atibaia, SP, Brasil

Beatriz Evangelista Neves da Silva é jornalista, licenciada em Letras e mestranda em Letras Estrangeiras e Tradução pela Universidade de São Paulo. Atua há seis anos na comunicação, com experiência em redação jornalística, gestão de mídias sociais e comunicação institucional. Ao longo de sua trajetória, colaborou com veículos como UOL, Grupo Abril, Entretetizei e Bantumen, portal português dedicado a conteúdos relacionados às culturas negras. Sua produção aborda principalmente cultura, entretenimento, literatura e cinema. No Bantumen, desenvolveu reportagens voltadas ao diálogo entre as culturas negras dos países de língua portuguesa, aproximando experiências, produções artísticas e debates presentes em diferentes territórios. No Quitutes e Batuques, participa da área de audiovisual, contribuindo para atividades que aproximam comunicação, cultura e produção de conteúdo, com atenção às histórias e às expressões culturais compartilhadas pelos participantes.

@bianves Instagram

Retrato de Genilda Ngunga Morais, Safira

Genilda Ngunga Morais, Safira

Artes Cênicas e Dança · Angola

Genilda Ngunga Morais, conhecida como Safira, é dançarina angolana e pesquisadora de danças africanas. Dança desde os oito anos e formou-se em companhias e academias de Angola. Foi bailarina do grupo Kina N’gola, integrou o Mulenda Shows Geração XXI, com orientação do professor Sita Sadok, participou do Ballet Nacional de Angola, dirigido pelo professor Nguizani, e atuou no grupo Jovens de Semba, no qual mais tarde se tornou professora. Como profissional, participou de espetáculos, festas, recepções e projetos sociais que levaram dança e atividades culturais a diferentes cidades angolanas. Também trabalhou como assistente de palco do I Love Kuduro, um dos principais eventos dedicados ao ritmo no país. Chegou ao Brasil em 2018 e, desde então, realiza apresentações em São Paulo e em outras cidades. Atualmente integra o grupo Yami, criado para difundir danças africanas, a Cia Nova de Teatro e o projeto Cidade dos Bantus.

@safiranilda Instagram

Retrato de Orlando Máximo de Campos Júnior, Mestre Junior

Orlando Máximo de Campos Júnior, Mestre Junior

Capoeira · Atibaia, SP, Brasil

Orlando Máximo de Campos Júnior, conhecido como Mestre Junior, é agente cultural ligado à capoeira, à cultura popular e ao carnaval de Atibaia. Atua na capoeira desde 2000, é professor desde 2013, tornou-se contramestre em 2021 e recebeu o título de mestre de Mestre José Estevão da Silva. É idealizador do Encontro Cultural São Bento de Capoeira, realizado desde 2013, com rodas, batizados e trocas de graduação que valorizam a capoeira como patrimônio cultural imaterial. Desde 2018, responde pelas aulas de capoeira e curimba na Associação Cultural Negra Visão, por meio do projeto Vozes e Caminhos, com dedicação superior a vinte horas semanais. Participa do carnaval de Atibaia desde 2001, tendo atuado como diretor e carnavalesco. Preside o Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Independência. Entre 2019 e 2023, integrou o Conselho de Políticas Culturais de Atibaia. Sua trajetória é dedicada à transmissão de saberes afro-brasileiros e ao fortalecimento das redes comunitárias.

@orlando_maximo_junior Instagram

Retrato de Fatou

Fatou

Gastronomia e Culinária Senegalesa · Senegal

Fatou é cozinheira senegalesa e atua junto à comunidade imigrante em São Paulo, preparando pratos e ingredientes vinculados à memória alimentar de seu país. Seu trabalho atende especialmente conterrâneos que encontram dificuldade para acessar sabores, preparos e produtos tradicionais senegaleses na cidade. Além de manter uma pequena atividade comercial, dedica-se atualmente à produção de temperos e misturas utilizadas na culinária do Senegal. Entre seus produtos estão o nokoss verde e vermelho, o rof, empregado no recheio de peixes, o mélange yassa, usado para marinar aves, o tankora, o molho kaani, a preparação para mafé e o thiakri. Participa de eventos comunitários e sociais e compartilha seus conhecimentos em atividades formativas. No Quitutes e Batuques, conduz oficinas e ações de encerramento em parceria com Rafaela Soares e o Quilombo Urbano Negra Visão, apresentando a culinária como expressão de memória, trabalho e pertencimento.

Retrato de Rafaela Soares

Rafaela Soares

Gastronomia · Atibaia, SP, Brasil

Rafaela Soares é sacerdotisa, mulher negra de terreiro, mãe, avó e secretária da Associação Cultural Negra Visão, em Atibaia. Aos 42 anos, encontra na ancestralidade uma referência para sua vida, sua atuação comunitária e sua relação com a culinária. A cozinha é sua principal forma de expressão artística e profissional, espaço em que reúne afeto, resistência, tradição e dedicação às pessoas. Para Rafaela, cozinhar é uma prática de cuidado coletivo, capaz de nutrir corpos e almas, preservar conhecimentos e criar memórias em quem participa de uma refeição. Sua experiência relaciona gastronomia, espiritualidade, pertencimento e compromisso com a comunidade, reconhecendo saberes transmitidos entre gerações e a importância das cozinhas negras e de terreiro. No Quitutes e Batuques, estará à frente de atividades de culinária em Atibaia, compartilhando receitas, histórias e modos de fazer que apresentam o alimento como vínculo entre ancestralidade, cuidado e vida coletiva.

@negra.visao Instagram

Retrato de Maguette Mbaye

Maguette Mbaye

Música, Percussão e Oralidade · Senegal

Maguette Mbaye é artista senegalês radicado no Brasil. Como griot, atua como contador de histórias e guardião de tradições do Senegal, compartilhando conhecimentos sobre música, oralidade e modos de vida africanos. Um dos eixos de seu trabalho é o sabar, tambor tradicional utilizado em cerimônias, danças, rituais e expressões contemporâneas como o mbalax. Também trabalha com o dundunba e apresenta técnicas de toque com as mãos, varas e recursos de percussão. Realiza apresentações musicais, oficinas de percussão, dança e arte africana, fabricação de instrumentos e encontros de contação de histórias e lendas. Suas formações abordam ritmos tradicionais, improvisação, criatividade, prática coletiva e os contextos históricos e culturais da música. Em parceria com espaços culturais e educacionais, procura fortalecer a presença das culturas africanas no Brasil e ampliar os vínculos entre África e sociedade brasileira. No Quitutes e Batuques, participa das oficinas e apresentações de música.

@maguettem161 Instagram

Retrato de Chef Luiza Marina

Chef Luiza Marina

Gastronomia, Pesquisa e Formação Culinária · São Paulo - SP

Luiza Marina é chef, professora e pesquisadora da culinária brasileira. Iniciou sua formação aos quinze anos, em um curso técnico de gastronomia destinado a jovens periféricos, e começou a trabalhar em restaurantes no ano seguinte. Em 2020, recebeu uma bolsa para cursar Gastronomia na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atuou no Beach Hotel, em Maresias, no Pandareu Gastronomia Saudável e Gourmet, na Casa Brasileira e no Instituto Capim Santo. Desde 2021, leciona no Instituto Gastronômico das Américas e, desde 2023, integra equipes de culinária de programas da TV Record, como A Grande Conquista e A Fazenda. Participou do Quitutes e Batuques em 2022, ministrando oficinas de confeitaria e cozinha haitiana. No mesmo ano, fundou com a Nix Diversidade o Coletivo Cocunix, do qual é líder. Coordena a área de culinária do Quitutes e Batuques e desenvolve pesquisas sobre a alimentação tradicional e popular do Vale do Paraíba e do Litoral Norte paulista.

@l.m.gastronomia Instagram

Retrato de Maria Alice Campos

Maria Alice Campos

Jornalismo, Comunicação e Apresentação de Rodas de Conversa Virtuais · Fátima, Portugal

Maria Alice Campos é jornalista, escritora, roteirista, produtora e consultora de projetos de economia criativa e social. É doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho, mestre em Ciências da Comunicação, com especialização em Estudos dos Media e do Jornalismo, pela Universidade Nova de Lisboa, e pós-graduada em Direito da Comunicação Social pela Universidade de Lisboa. Possui formação em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana e registros profissionais como jornalista, produtora e artista. Há mais de duas décadas trabalha com cultura, comunicação, desenvolvimento social e direitos humanos, tendo coordenado projetos no Brasil, em Portugal e em países da CPLP. Foi diretora da Rádio Cultura FM de Brasília e participou dos testes da TV Digital Brasil 4D. Recebeu dois prêmios Mídia Livre do Ministério da Cultura e premiações por roteiros de documentários e radioconto. No projeto, apresenta rodas de conversa virtuais.

@mariaalicecamposoficial Instagram

Retrato de Cássia Maria de Araújo

Cássia Maria de Araújo

Música, Percussão, Arte-Educação e Cultura Popular · Atibaia, SP, Brasil

Cássia Maria de Araújo é artista, percussionista, arte-educadora, produtora musical e compositora. Graduou-se em Artes pela Faculdade Mozarteum de São Paulo e cursou pós-graduação em Ensino de Educação Musical, Filosofia das Religiões e Terapia Comunitária Integrativa. Atua como percussionista desde 1997, com participação em gravações e apresentações ao lado de artistas da cena independente, como Pereira da Viola, Pena Branca, Socorro Lira, Kátya Teixeira e Grupo À 4 Vozes. Integra os grupos Trio Que Chora, Vozes Bugras e Elas Forrozeando, além de colaborar com Quintal de Fulô e outros projetos musicais. É fundadora, coordenadora e professora do Bloco Percussomos, grupo dedicado ao estudo dos ritmos brasileiros, e atua como professora de percussão em Atibaia, Piracaia, Bragança e Joanópolis. No Quitutes e Batuques, participa das oficinas de música, trabalhando percussão, cultura popular, escuta coletiva e ritmos brasileiros.

@araujocassiamaria Instagram

Programação

Cunha · 31 de agosto a 5 de setembro

31 de agosto
segunda-feira
Sala de aula

Oficinas de Música · Artes Cênicas · Artes Visuais · Audiovisual · Culinária

1º de setembro
terça-feira
Sala de aula

Oficinas de Música · Artes Cênicas · Artes Visuais · Audiovisual · Culinária

2 de setembro
quarta-feira
Sala de aula

Oficinas de Música · Artes Cênicas · Artes Visuais · Audiovisual · Culinária

3 de setembro
quinta-feira
Sala de aula

Oficinas de Música · Artes Cênicas · Artes Visuais · Audiovisual · Culinária

4 de setembro
sexta-feira
Quadra da escola

Oficinas de Música · Artes Cênicas · Artes Visuais · Audiovisual · Culinária

5 de setembro
sábado
Praça Lavapés

Festival comunitário · integrado à Festa do Queijo
11h às 14h
Apresentações dos artistas anfitriões e convidados.

  • 9h00 Apresentação de Música
  • 9h50 Apresentação de Gastronomia
  • 10h40 Apresentação de Audiovisual
  • 11h30 Apresentação de Artes Plásticas

Atibaia · 8 de setembro a 13 de setembro

8 de setembro
terça-feira
Quilombo Urbano Negra Visão

Oficinas de Música · Artes Cênicas · Artes Visuais · Audiovisual · Culinária

9 de setembro
quarta-feira
Quilombo Urbano Negra Visão

Oficinas de Música · Artes Cênicas · Artes Visuais · Audiovisual · Culinária

10 de setembro
quinta-feira
Quilombo Urbano Negra Visão

Oficinas de Música · Artes Cênicas · Artes Visuais · Audiovisual · Culinária

11 de setembro
sexta-feira
Quilombo Urbano Negra Visão

Oficinas de Música · Artes Cênicas · Artes Visuais · Audiovisual · Culinária

12 de setembro
sábado
Quilombo Urbano Negra Visão

Oficinas de Música · Artes Cênicas · Artes Visuais · Audiovisual · Culinária

13 de setembro
domingo
Quilombo Urbano Negra Visão

Festival comunitário · encerramento da edição
11h às 16h30
Apresentações dos artistas anfitriões e convidados.

  • 14h00 Apresentação de Artes Cênicas
  • 14h30 Apresentação de Gastronomia
  • 15h00 Apresentação de Música
  • 15h30 Apresentação de Artes Plásticas e Moda
  • 16h00 Apresentação de Audiovisual

Na 7ª edição, com o tema Imigrantes, o festival celebra a diversidade cultural e os intercâmbios criativos com artistas imigrantes, artistas locais e moradores de Cunha e Atibaia, entre 31 de agosto e 13 de setembro de 2026.